domingo, 26 de dezembro de 2010

Falta-me o Porto, inspiração que uso para escrever, um desaparecer de dores e angústias; fujo-lhe. O Pedro não está aqui, há muito que o não vejo. Concentram-se em mim pensamentos que não venero, que de todas as vezes que me deixo afundar neles me dá vontade de fugir. É isso, vou pegar no carro e vou até à praia, sentar-me na areia, ouvir o mar chegar à sua beira, deixá-lo sussurrar-me palavras que não se soletram. Gostava de cheirar o Verão e sentir a liberdade que ele me costuma trazer. Mas não me perco por isso. Gostava de o fazer... sozinha. Tentar construir na areia aquela torre que um dia desenhei em sonhos, e deixar que o mar a leve...

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