terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Se não quiseste profanar o carinho que o esquecimento me dá, deixa-me apenas esquecer o momento de amor que a paixão não me dá. Sinto saudade do papel vazio e da frieza que me dá calor, sinto saudade da vida que me dá não querer ao invés da morte que me castra cada vez que desejo ou me desejo.
Se não quisesse profanar o impossível, não seria na realidade o que não posso ser; deixar-me incutir pelo passível de ser perfeito.
Ali estavas tu, onde me deixas deixar-te ser mais que o que és, e me trocas as voltas aos sonhos.
Se eu não quisesse profanar o impossível, não deixaria os sonhos serem mais que o que posso ser, que o que posso ter.
Se não quisessemos profanar o impossível, e talvez não seja possível, não me trocarias as voltas às palavras para não me deixares controlar pelas habilidades furtivas do tempo que é hoje mais duro que o chão.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Parece que somos mais fortes nas nossas fraquezas. Mas deram-nos a vida para escolhermos o que nos dá razão para viver, ou aquilo que define a nossa loucura. Pelo que passa então o nosso desejo, pela necessidade de sermos fortes vou fracos para lhe ceder? É isso que nos define, de onde vem a nossa loucura? Da nossa fraqueza ou da capacidade de assumirmos as nossas vontades?