domingo, 3 de abril de 2011
Sento-me à janela deste quarto improvisado para me fechar. Prendo-me entretanto às cerejeiras, que carregadas de flor fazem parecer que tudo à minha volta está coberto por um manto de neve. Apesar de tudo anseio as noites de verão, que vão chegando pela multiplicação das horas durante o dia. Aquele azul intenso que se distingue por entre as estrelas cativa-me. Hoje não, hoje o céu está encoberto, e forma-se nevoeiro, o que me leva a permanecer neste "meu" canto, receosa das temperaturas negativas que imagino lá fora. Ameaça chover. A chuva levará, com certeza, cada pétala das árvores. Ficarão os campos sem cor, sem vida, um misto de preto no branco (aquele que se vê do nevoeiro). Fico sem vida e anseio por sonhar.
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