terça-feira, 5 de abril de 2011

Perdi a consistência nas palavras que agora se afogam. Tomara eu os sonhos serem apenas os sonhos, tremendos na realidade que os procria.
Dói-me o corpo naquilo que ele me traz e não se envolve, e essas palavras que um dia se disseram deixam-se agora cair pelos actos que nos sonhos se demonstram mais fortes, mais precisos, mais imaginados, mas mais reais.
Deixo, então, o tempo ir-se nas miragens que ficam do que hoje sonhei, e as quais disse esperar recordar-me no seu instinto, na sua paixão, como incentivo para me deixar levar quando não durmo... Miragens essas que substituem um abraço, que substituem uma loucura, que substituem qualquer coisa à qual um dia me entreguei sem que me deixasse dar-lhe significado. Hoje estou carente disso.
Mas esta dor no meu corpo não me deixa sequer suportar um suspiro. Deixei-me cegar de toques e sou ignorante de saborear cada olhar ou de ouvir cada arrepio.
Jurei-me ter-me nas minhas colisões, mas colidi com o inatingível e agora não sei mais como me restaurar. Quebrei as mágoas e perdi-me em pedaços.
Hoje acordei sem saber quem sou, e tão cedo não terei capacidade de me descobrir. Esta dor no meu corpo de me sentir imperdoada, imperdoável, de me sentir menos do que eu...

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