Tens uma fita vermelha a cobrir-te o rosto. De nada te serve. Tenho uma fita negra a cobrir-me as costas. De nada me serve. Sinto a poesia que em ti escrevo. Não me escreves de volta. E eu em ti me cometo. Erro após erro, verdade após verdade, mede-se aos palmos. Os palmos em que te toco são, ao de longe, mais prosa que poesia, permito-te desenhar-me em tinta invisível, sabendo que não sabes sequer pintar abstratamente. E tudo se mente sem palavras.
Tenho uma fita vermelha a rasgar-me a mente.
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