Vou pensando desenhos. Faltam folhas de papel quase suficientes para tornar mais lúcido o seu significado. Nos desenhos que penso perdem-se valores a cada traço e, perdidamente, as cores que se imaginam neste retrato de mim a preto e branco. Num último suspiro de ansiedade esvazio curiosamente cada linha; curiosamente por querer preencher, uso o tracejado por querer deixar passar, prendendo.
Não vou falar de ti ou de poucos carinhos, nem sequer de poucos caminhos, não vou falar. Vou pensando desenhos e anseio, simplesmente, andar. Os desejos, postos de lado, não me deixam ficar, e aos poucos vou adormecendo a vontade de não amar.
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